Medidas de segurança nas estradas levam ladrões de carga a invadir empresas
O levantamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e do Sindicato das Empresas de Transporte (Setcesp), que apontou aumento do roubo de cargas nas rodovias paulistas no primeiro semestre, revelou também uma mudança no tipo de ação dos criminosos: os crimes, que geralmente eram cometidos nas rodovias, têm acontecido com mais frequencia nas empresas de transporte e armazenagem de mercadorias.
Essa mudança pode ser explicada pelas medidas tomadas pelas empresas de transporte, como instalação de GPSs, câmeras de segurança e rastreadores nos caminhões de carga.
Segundo dados da SSP-SP, no primeiro semestre deste ano foram registrados 265 roubos de carga na região de Campinas, a maioria deles (66,5% ) em Campinas, Sumaré e Hortolândia, o que significa que de cada 10 roubos de carga, sete ocorrem nesses municípios, que além de abrigarem muitas empresas, estão cercados por grandes rodovias.
A ação dos bandidos geralmente é à noite, como aconteceu no último fim de semana em Sumaré, quando pelo menos 20 homens se passaram por funcionários e invadiram uma empresa de armazenagem. Após renderem os vigias e trancar os funcionários em uma sala, a quadrilha carregou seis caminhões e uma van com computadores, celulares e aparelhos eletrônicos e fugiu.
O assessor de segurança do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região, Edson Beraldo, diz que, desde maio, tem sido registrado uma “migração” dos criminosos, das rodovias para as empresas onde as cargas ficam armazenadas.
Segundo o delegado Cláudio Alvarenga, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), as quadrilhas são bem organizadas e fortemente armadas.
Levantamento
O roubo de carga no Estado de São Paulo cresceu 14% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010, segundo dados da SSP-SP e do Setcesp. O levantamento mostrou que foram registrados 3.809 ocorrências nos primeiros seis meses deste ano – uma média de 634 mensais, quando em todo o foram 6.653, ou 554 por mês.
Fonte: EPTV



