Roubo de cargas no Brasil
15/08/2011
Há muitos anos, o Brasil tem nas rodovias o seu principal canal para o transporte de cargas. No entanto, apesar de sua importância, esse está longe de ser o meio mais seguro e, dentre os diversos problemas, o roubo de carga vem se transformando em um pesadelo constante.
Em 2010, por exemplo, o prejuízo foi de 280 milhões de reais, segundo o Sindicato de Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP).
De acordo com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), os mais de 1,2 milhão de caminhões registrados respondem por 60% de toda a carga transportada no Brasil. Em todo o País, existem mais de 130 mil empresas de transporte rodoviário, com mais de 1,6 milhão de veículos.
Aproximadamente 59% dos roubos acontecem em rodovias federais, enquanto que 41% ocorrem nas estaduais. O período matutino (entre as 8h e 11h) é o preferido entre os ladrões. Já a tarde e a noite correspondem, respectivamente, por 36% e 22% dos roubos de cargas no Brasil.
Além disso, segundo dados do SETCESP, 85% dos roubos acontecem na região sudeste – centro econômico do País e que concentra a maior movimentação da carga nacional.
Para combater esse problema no Brasil, especialistas em segurança defendem ações conjuntas. “Mais do que uma questão de segurança pública, o crime influencia outras instâncias, além do prejuízo para a iniciativa privada e exige uma solução integrada”, afirma o Coronel Venâncio de Moura, assessor de segurança do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro.
As tecnologias de segurança também devem ser utilizadas de forma conjunta. No Paraná, por exemplo, o Sindicato de Empresas de Segurança Privada (Sindesp PR) observou que o uso da tecnologia de forma isolada na prevenção do roubo de cargas não é o suficiente para evitar o crime. “Temos rastreadores por GPS, dispositivos que só permitem a abertura dos compartimentos em locais previamente definidos e a chamada cerca eletrônica – travamento do veículo caso desvie de uma rota preestabelecida”, explica Mauricio Smaniotto, presidente do sindicato. Ele conta ainda que há gerações mais avançadas de equipamentos e soluções específicas para transportadoras de cargas.
Fonte: Metropolitana



