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Receptor do roubo de carga deve perder inscrição e ter mercadoria confiscada

01/07/2011

O receptador de produtos de roubo de cargas e de veículos poderá ter a mercadoria confiscada e ainda perder a inscrição estadual e o CNPJ. Essa será uma das sugestões definidas durante 11ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Carga, que deverá ser levada para uma audiência, a ser agendada com o Ministério da Justiça. De acordo com o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, esse modelo seria o mesmo adotado na Argentina e que inibe esses crimes.

O debate pela manhã sobre delitos a veículos e cargas, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília(DF), teve a participação do senador e presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade e o presidente da Seção de Cargas da CNT, Flávio Benatti. Também estavam na mesa, o presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (Fenatac), José Hélio Fernandes; o presidente da Agência Nacional de Transporte Terrestre, Bernardo Figueiredo; o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério do Transporte, Marcelo Perrupato; a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza; o secretário de Transporte do Rio de Janeiro, Júlio Luis Batista Lopes; o senador Ricardo Ferraço e os deputados Gonzaga Patriota e Washington Reis e Hugo Leal. A promoção é da própria Câmara, com apoio da Confederação Nacional de Transporte (CNT).

De Santa Catarina, além de Lopes, participam o presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Carga no Estado de Santa Catarina (Setcesc), Osmar Ricardo Labes e o assessor jurídico da Federação, Luiz Ernesto Raymundi. Pedro Lopes disse ainda que outra propostas foram apresentadas para reduzir os roubos, furtos de cargas, de veículos e assaltas a motoristas.

Lopes disse que o s transportadores solicitaram aos deputados, senadores e às autoridades que haja integração das Polícias Rodoviárias Federal com a Polícia Federal e as demais polícias e o trabalho integrado entre as policiais rodoviárias estaduais. E que seja criada uma lei que regulamente o destino de veículos que são retirados de circulação.

Neste ano de janeiro até 9 de junho, em Santa Catarina esse delito teve aumento de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. Por Isso, a Fetrancesc já solicitou que seja criada uma delegacia própria para combater esse tipo de ocorrência.

"Sabemos que a logística via outros modais de transporte tem aumentado a cada dia, mas ainda temos 60% dos bens do país circulando pelas rodovias. São necessários investimentos de R$ 200 bilhões na infraestrutura logística brasileira", declarou Clésio Andrade, durante a abertura do evento.

"Medidas duras precisam ser adotadas no combate ao crime organizado e ao desmanche de veículos. A venda de peças no mercado de reposição é uma atividade altamente rentável em razão do alto custo das pecas e manutenção", reforçou o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Flávio Benatti.

Fonte: Cootravale

 
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