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Caminhoneiros vão à Justiça contra restrição no tráfego

07/06/2011

O Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros entrou na manhã desta terça-feira, dia 07, com mandado de segurança, no Fórum de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, solicitando a suspensão do decreto municipal que limita o trânsito de carretas articuladas com mais de 30 toneladas pela cidade. Apenas os veículos com o selo distribuído pela prefeitura podem passar pela cidade.

A restrição aos veículos de carga está em vigor desde ontem. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), durante a manhã, metade dos caminhões articulados que tentava avançar pelas três entradas de Santa Luzia era barrada e obrigada a buscar rotas alternativas.

A medida foi imposta pela prefeitura para minimizar os transtornos à população e a destruição das vias. Pela cidade é adotado o principal desvio à BR-381, interditada há 48 dias após a ponte sobre o rio das Velhas, na vizinha Sabará, ter sido condenada e demolida.

Desde as 6h30, do dia 07, a fiscalização realizada pela PMRv e pela Guarda Municipal acontece em dois pontos da BR-381 (no posto da Polícia Rodoviária Federal e no entroncamento da rodovia com a MG-145) e nos portais Santa Rita e São Benedito.

O advogado do Sindicato dos Caminhoneiros, Epifânio Sette, afirmou que a imposição da Prefeitura de Santa Luzia é ilegal. "Um decreto só pode regulamentar uma lei, mas não pode criar uma norma ou obrigações", argumentou. Os motoristas barrados são obrigados a adotar desvios que podem aumentar a viagem em mais de 200 km. Dependendo do destino, eles precisam seguir por Ouro Preto ou Sete Lagoas, ambas na região Central.

Os prejuízos ocasionados pelos atrasos nas viagens e o aumento no consumo de combustível são inevitáveis. "Vou ter que andar 200 km a mais. Além do tempo, perco dinheiro", reclamou o caminhoneiro Rodrigo Pallu, 38, barrado na entrada do Portal Santa Rita após sair de Uberaba, no Triângulo Mineiro, com destino a Manhuaçu, na Zona da Mata.

Insatisfação - Apesar do alto índice de motoristas que tiveram que dar meia-volta, o comandante da PMRv, tenente-coronel Sebastião Emídio, afirmou que o número de motoristas que tentou entrar em Santa Luzia poderia ser ainda maior. "Devido à divulgação, esses caminhoneiros já estão buscando rotas alternativas. A tendência é que cada vez menos caminhões tentem passar por aqui".

Diminuição no fluxo traz alívio, diz associação - A restrição da passagem de carretas de grande porte trouxe alívio aos moradores de Santa Luzia. Segundo o presidente da Associação dos Moradores do bairro Bom Destino, o vigilante Ailton Gomes da Silva, 36, ontem já foi possível perceber a melhora no trânsito. Apesar disso, Silva se mostrou apreensivo com a tentativa do sindicato dos caminhoneiros de derrubar o decreto. "A restrição não resolve o problema, mas alivia e tem que ser mantida", afirmou.

Para diminuir ainda mais o trânsito em Santa Luzia, militares do Batalhão da Escola de Engenharia do Exército do Rio de Janeiro trabalham na construção de uma ponte provisória no rio das Velhas.

A estimativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) é que, no dia 20 próximo, a estrutura provisória seja entregue. A ponte definitiva deverá ficar pronta em cinco meses.

Fonte: O Tempo - MG

 

 
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